terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Reflexões sobre a trajédia na região serrana do Rio de Janeiro

Fonte: CarbonoBrasil

Caro leitor,

Diante da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro é bastante complicado tentar tirar algumas lições positivas, mas vamos tentar.

A primeira delas diz respeito ao novo código florestal, que se for aprovado da forma que está sendo sugerido irá facilitar desastres desse tipo.

Em entrevista para a Agência Brasil, o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eleazar Volpato, afirmou que as flexibilizações propostas no relatório do deputado Aldo Rebelo agravam “de forma absoluta” a situação das ocupações de morros e encostas em toda a região da Mata Atlântica.

Nesse sentido, a tragédia pode incentivar o debate para avaliar em todas as suas dimensões os impactos das mudanças no código florestal.

Outro ponto interessante é a presença do tema mudanças climáticas nos noticiários. Apesar da situação do Rio de Janeiro ser tão grave devido à ocupação irregular e aos anos de descaso do poder público, a todo o momento o assunto aquecimento global aparecia. Seja no Bom Dia Brasil ou no programa policial do José Luiz Datena, as mudanças climáticas estão sendo citadas como um dos fatores das chuvas na região.

Não há como avaliar o real papel do aquecimento global nessa tragédia, mas é a popularização do tema em si que é bastante importante, pois pode ajudar na aceitação de leis para limitar as emissões de gases do efeito estufa e eficiência energética.

Porém, o que as mudanças climáticas não podem virar é uma desculpa para os anos de incompetência das autoridades brasileiras. O que ocorreu no Rio de Janeiro não foi fruto da alteração do regime de chuvas ou de transformações no clima. O número de mortos é reflexo de descaso, despreparo e falta de interesse dos governantes.

Boa Semana!

Equipe Instituto CarbonoBrasil
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