sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Já passou da hora! Valorização do professor começa por ele mesmo

Já passou a hora deste respeito chegar!

O respeito ao professor começa por ele mesmo.

Excelentes (e duras) palavras de Luiz Carlos Prates. Nosso total apoio.



Exercícios de Direito Comercial II


Unioeste. Curso de Direito - 3º ano. Direito Comercial II – Aula 4.

Atividade em sala e em grupo de até 4 membros. Valor: 0,5 pontos. A cada membro a mais no grupo será suprimido 0,2 (dois décimos). Resolva 20 destas questões (exceto a última, que é obrigatória).

 
1.      O art. 1º da Lei 9492/97 define o protesto. Porém a doutrina critica tal definição. Apresente o motivo de tal crítica.
2.      Qual a finalidade do protesto?
3.      O que diferencia o protesto necessário do protesto facultativo?
4.      João, emitente de uma Letra de Câmbio, reside em Toledo; o beneficiário é José, residente em Cascavel; Romualdo é o avalista e reside em Palotina. O sacado é Agostinho, que reside em Marechal Cândido Rondon. A letra de câmbio é omissa em relação ao local para pagamento. A data para pagamento é dia 31.08.2012. No dia 20.08.2012, o sacado não aceitou a letra de câmbio. Pergunta-se: a) qual o prazo para o protesto por falta de aceite? b) qual a consequência de seu não protesto por falta de aceite? c) qual o prazo para o protesto por falta de pagamento? d) qual a consequência de não se efetuar o protesto no prazo legal? e) em qual cidade devem ser efetuados tais protestos? Fundamente todas as respostas.
5.      Não efetuado os protestos da letra de cambio por falta de aceite e por falta de pagamento no devido tempo, quais os recursos à disposição do credor? Fundamente sua resposta.
6.      A inserção da cláusula “sem protesto” gera que efeitos: a) se inserida pelo emitente; b) se inserida pelo endossante ou avalista. Fundamente suas respostas.
7.      O Tabelião de Protestos pode rejeitar o aceite pela prescrição do título?
8.      Qual o prazo de conservação de protesto do título?
9.      Qual a relação do protesto com o prazo prescricional do título?
10.   Sendo o devedor do título de crédito pessoa jurídica, o que ocorre se ninguém se dispuser a receber a intimação do protesto? Fundamente sua resposta.
11.   O credor pode cobrar do devedor as despesas com o protesto? Fundamente sua resposta.
12.   Quais os requisitos do protesto e de seu instrumento? Fundamente sua resposta.
13.   É responsável pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco? Há direito de regresso? Contra quem? Justifique sua resposta.
14.   O endossatário que recebe título de crédito por endosso-mandato e o leva a protesto, se extrapolar os poderes de mandatário ou em razão de ato culposo próprio pode ser condenado por danos morais. Terá direito de regresso contra o emitente? Fundamente sua resposta.
 
15.   É possível levar a protesto uma sentença judicial?
 
16.   O tabelionato pode repassar a órgãos de proteção ao crédito a relação dos protestos existentes? Fundamente sua resposta.
 
17.   Em que consiste o protesto por falta de devolução?
 
18.   Que procedimento deve adotar o devedor que não encontra o credor para efetuar o pagamento de um título já protestado? Fundamente sua resposta.
19.   Diferencie: ação cautelar de sustação de protesto, ação de cancelamento de protesto e ação declaratória de nulidade de protesto.
20.   Do que se trata a ação cambial e qual o prazo prescricional para sua propositura? Fundamente sua resposta.
21.   Quais as matérias possíveis de serem articuladas em sede de embargos a execução de título de crédito?
22.   Ausente um dos elementos essenciais ao título de crédito, impossibilita-se a execução do mesmo. Existe algum instrumento processual à disposição do credor?
23.   Quem possui a legitimidade ativa e a passiva para uma ação cambial?
24.   Emita uma letra de câmbio (fictícia). Apresentar a letra em folha separada das perguntas, como o nome dos membros do grupo no verso, como endossatários.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O homem que Plantava Árvores

Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.

Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos
 
Agradeço ao amigo e aluno Bruno Duarte (PUC/PR - Toledo), parceiro de corridas, pela indicação.
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uniões poliafetivas: o novo vilão da moralidade brasileira

No início do século passado a sociedade não admitia outra forma de família, senão a proveniente do casamento. O divórcio era, então, o grande vilão a ser combatido em nome da moral desta nação.

Não se admitia tão pouco a união estável (ou concubinato, expressão da época). Era coisa de safado.

Depois, a união homossexual (ou homoafetiva) era considerada "coisa do demônio" e "antinatural".
 
Depois de sacramentada esta união pelo STF, que teve de dizer o óbvio, que se trata de uma entidade familiar com inexistência de proibição pela Constituição Federal e de acordo com o princípio da liberdade e da dignidade da pessoa humana, a sociedade brasileira precisa de um novo vilão a ser combatido.
 
Que sejam então as uniões poliafetivas.
Parece-me que o preconceito e a discriminação não tem limites e sempre precisa ser alimentado. O indivíduo nunca estará satisfeito ao se deparar com a felicidade de seu próximo.


Celito De Bona.

“O QUE É VIVER BEM”


Por Cora Coralina



Um repórter perguntou à Cora Coralina: O que é viver bem?

Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense.

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.

O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.

Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silencio!

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

“O OUTRO”

Por que clamas aos deuses, às estrelas,

às espumas de ocultos oceanos

ou às sementes de jardins longínquos,

se o que te fere é a tua própria vida,

se o que crava as garras nas tuas entranhas

é o nascer de cada novo dia

e a noite que cai,

retorcida e assassinada?

Se o que sentes é a dor em outro alguém,

que não conheces mas que está sempre

presente

e é vítima, inimigo, amor,

e tudo aquilo de que

precisas para alcançar a totalidade?

Não te entregues ao poder das trevas

nem esvazies de um só trago a taça do prazer.

Olha à tua volta: existe outro alguém,

sempre um outro alguém.

O que ele respira é a tua asfixia,

o que ele come á a tua fome.

Morto, levará consigo a metade mais pura

da tua própria morte.

~ “El Otro”, de Rosario Castellanos

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Eis os motivos da nossa greve

Interessante o discurso eleitoreiro. Infelizmente nossos governantes possuem memória curta.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Homem Que Confessa os Seus Pecados Nunca é o Mesmo Que os Cometeu

Monstro, robot, escravo, ser maldito - pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condição desumanizada. Nunca a condição da humanidade no seu conjunto foi tão ignóbil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma igniminiosa relação de senhor e servo; todos presos no mesmo círculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando não conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, tolerância, bondade e consideração, para já não falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, ódio, inveja, rivalidade e malevolência. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direcção em que nos aventuremos, a esfera de actividade humana em que nos embrenhemos, não encontramos senão enganos, fraudes, dissimulação e hipocrisia.
Conhecer do facto de que, por muito alto que estejam colocados, os homens não conseguem, não ousam, pensar livremente, independentemente, quase desespero de me fazer ouvir. E se falo ainda, se me arrisco a exprimir os meus pontos de vista sobre certas questões fundamentais, é porque estou convencido de que, por muito negro que seja o panorama, uma mudança drástica é, não só possível, mas até inevitável. Sinto que é meu direito e meu dever de ser humano promover essa mudança. Sem querer, de modo algum, vangloriar-me, gostaria de fazer notar que ao longo de toda a minha obra se encontram provas de que eu próprio sofri uma transformação: e é perfeitamente óbvio e claro que o homem que narra a história da sua vida não é o mesmo que o «herói» que percorre as páginas desses romances autobiográficos. O homem que confessa os seus pecados, os seus crimes ou os seus erros nunca é o mesmo que os cometeu.

Henry Miller, in "O Mundo do Sexo"

O Elogio do Trabalho

Há no trabalho, segundo a natureza da obra e a capacidade do trabalhador, todas as gradações, desde o simples alívio do tédio às satisfações mais profundas. Na maior parte dos casos, o trabalho que as pessoas têm de executar não é interessante, mas ainda em tais circunstâncias oferece grandes vantagens. Em primeiro lugar, preenche uma boa parte do dia sem haver necessidade de decidir sobre o que se há-de fazer. A maioria das pessoas, quando estão em condições de escolher livremente o emprego do seu tempo, têm dificuldade em encontrar o que quer que seja suficientemente agradável para as ocupar. E tudo o que decidam deixa-as atormentadas pela ideia de que qualquer outra coisa seria mais agradável.

Ser capaz de utilizar inteligentemente os momentos de lazer é o último degrau da civilização, mas presentemente muito poucas pessoas o atingiram. Além disso, a acção de escolher é fatigante. Excepto para os indivíduos dotados de extraordinário espírito de iniciativa, é muito cómodo ser-se informado do que se tem a fazer em cada hora do dia, desde que tais ordens não sejam desagradáveis em demasia.

A maior parte dos ricos occiosos sofrem de um inexprimível aborrecimento em paga de se terem libertado dum trabalho penoso. Às vezes encontram alívio numa caçada aos animais ferozes, em África, ou na volta ao mundo em avião, mas o número de tais sensações é limitado, especialmente depois de passar a juventude. Por isso, os homens ricos mais inteligentes trabalham quase tão afincadamente como se fossem pobres, enquanto as mulheres ricas ocupam o tempo com um sem número de bagatelas e estão firmemente persuadidas de que tais bagatelas têm extraordinária importância para o mundo inteiro.

Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade'

Sobre a vida - Charles Chaplin

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

Interpretação Constitucional e seus Aspectos da Interpretação Tradicional

Importantíssima aula do Dr. Prof. Luís Roberto Barroso, com o tema "Interpretação Constitucional e Seus Aspectos da Interpretação Tradicional". O renomado constitucionalista utiliza exemplos de legislações internacionais, onde se observa os diversos pontos de vista em que uma situação pode ser relacionada. Segundo ele, essa variedade de opiniões atribui ao direito a característica de relatividade em suas ações.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Zygmunt Bauman e a Pós-Modernidade

Uma observação sempre muito bem articulada e irrefutável. Não se espera nada aquém disto partindo de Zygmunt Bauman e Luiz Felipe Pondé explica com magistral sutileza todas as suas nuances.

Ótimo vídeo sobre a pós-modernidade.




A servidão moderna (2009)

De obrigatória reflexão.

Friedrich Nietzsche - Humano, Demasiado Humano

Friedrich Nietzsche - Humano, demasiado humano.


Beethoven's Silence by Ernesto Cortazar

Beethoven's Silence by Ernesto Cortazar.

Para relaxar, viajar, refletir e voltar à serenidade.

Dedicado a todos aqueles que, como eu, vivem sem pausas, contudo cientes de que deveriam ser mais constantes.

Aproveitem o momento.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

A falsa democracia - por José Saramago

O sempre lúcido e saudoso José Saramago apresenta uma reflexão sobre a falsa democracia em que vivemos. Vale a pena conferir.

sábado, 4 de agosto de 2012

O Pálido Ponto Azul - Carl Sagan

Está com problemas? Tem certeza? Eles realmente são tão importantes? Então veja o vídeo abaixo, sobre um texto de Carl Sagan.