quarta-feira, 13 de março de 2013

Início e fim pela humildade


Celito De Bona

Ao virmos a este mundo, necessitamos do auxílio de outros, que já estavam aqui. Necessitamos do material genético de nossos pais para a concepção. Necessitamos, com o nascimento, do auxílio de outros seres humanos que irão nos proporcionar alimento, proteção, educação e amor, sempre em diferentes concepções e proporções.

É pelo contato com outros seres humanos que teremos a noção da comunicação e que interagimos com nossos semelhantes.

Ao final da nossa vida corpórea, de regra, precisaremos que alguém nos ofereça um destino aos nossos corpos corpóreos. Na maior parte das vezes, temos um funeral. É bem verdade que algumas pessoas não possuem um funeral digno por ocasião da própria forma pela qual se falece, em geral considerando as escolhas feitas em vida. Mas a maior parte das pessoas possui um funeral, nas mais variadas religiões. E para um funeral, necessitamos também dos serviços de nossos semelhantes, pois irão nos carregar, nos enterrar ou nos incinerar.

Isto nos traz a lembrança de que somos todos, sem exceção, seres dependentes uns dos outros, e que devemos gratidão a todos, àqueles que estavam neste mundo antes e àqueles que permanecerão aqui após nossa partida.

Tudo é uma prova de humildade, eis que ninguém tem o poder o suficiente de dispensar estes préstimos. E se esta humildade se faz necessária durante a concepção e o nascimento, que são a origem da existência terrena, e no falecimento do corpo, que encerra nosso ciclo terrestre, por que, em algum momento destes dois instantes, o início e o fim, ou seja, no meio, perdemos a capacidade de ser humildes?

Se nascemos devendo ser humildes, e no falecimento da carne, não deixamos de lado a humildade, por que, neste ínterim, nos tornamos tão arrogantes e prepotentes?

Que sejamos, Senhor, mais humildes com nosso próximo.
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