domingo, 27 de outubro de 2013

MELHOR CAMINHO ESPIRITUAL

 
 
Autor: Hugo Lapa
 
Um homem decidiu largar tudo o que tinha, casa, esposa, filhos e propriedades para seguir um caminho espiritual junto a um grande sábio, que vivia na Índia.

O homem viajou 4000 quilômetros a cavalo, e após 8 meses de viagem, chega à região onde vive o homem santo....

Assim que chegou, viu o sábio e apresentou-se dizendo:

- Mestre, sinto um desejo imenso de seguir um caminho espiritual, e rogo a ti que me aceite como discípulo.

O mestre olhou o homem e perguntou:

- Muito bem. Dar-te-ei toda a instrução necessária a fim de torná-lo um homem sábio e santo. Mas antes peço que me diga uma coisa…

- Claro mestre, qualquer coisa… respondeu o homem.

- Quanto você viajou para chegar até aqui? Perguntou o sábio.

- Aproximadamente 4000 quilômetros, respondeu o homem.
- Uma grande viagem, ponderou o sábio. – E a que você renunciou para vir até seguir e iniciar sua nova vida espiritual?

- Renunciei a todas as minhas propriedades mestre. E também deixei minha esposa e meus três filhos. No entanto, com a boa herança que lhes deixei, não será difícil eles conseguirem se sustentar, pois eu era um homem rico.

- Muito bem, disse o sábio.

- Mas além disso, acrescentou o homem. – Eu também deixei minha esposa e meus três filhos. No entanto, com a boa herança que lhes deixei, não será difícil eles conseguirem se sustentar, pois eu era um homem rico.

- Já entendi, disse o mestre. – Posso então lhe transmitir sua primeira e mais importante lição?

- Claro mestre, disse o homem transbordando de empolgação.

O sábio disse:

- Então meu primeiro ensinamento é este: volte para a sua casa, retome suas propriedades, e continue com a sua vida, pois é lá mesmo, no lugar onde você nasceu e cresceu, onde reside o terreno mais fértil ao seu desenvolvimento espiritual. Preste atenção no que vou lhe dizer. A maior viagem que podemos fazer é a viagem interior, para dentro de nós mesmos. A maior renúncia que podemos realizar é a renúncia de nós mesmos, de nossas tendências, apegos e do nosso ego ilusório. E nossos maiores instrutores e mestres são os nossos familiares, nossa esposa, filhos, pais e mães. Não há mestres melhores do que eles. A família o espaço onde se dá os primeiros passos na educação para o infinito. Por isso, retorne ao seu local original, e de lá mesmo, você seguirá seu caminho espiritual.

O homem agradeceu ao sábio, virou-se, e iniciou seu caminho de volta...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

STJ: Terceira Turma concede prisão domiciliar a avó devedora de alimentos

Fonte: STJ

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para que uma mulher, devedora de pensão alimentícia, possa cumprir em regime domiciliar a prisão civil decretada contra ela. A decisão, em caráter excepcional, amparada no princípio da dignidade da pessoa humana, levou em conta que a devedora é pessoa com idade avançada (77 anos) e portadora de cardiopatia grave.

Os alimentos foram fixados por sentença proferida em dezembro de 2000, que condenou os avós paternos ao pagamento de cinco salários mínimos e o pai ao pagamento de dois salários mínimos, em favor de seus dois filhos.



Inadimplência

Depois da morte de seu marido, entretanto, a avó deixou de pagar a pensão. Movida ação de execução de alimentos, foi decretada a prisão civil da alimentante, que entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

No pedido, ela alegou que seu patrimônio estava momentaneamente indisponível, por causa do falecimento do esposo, fato que levou à abertura de inventário e consequente impossibilidade de movimentação financeira.

O TJSP denegou a ordem. A alegação de indisponibilidade do patrimônio foi rejeitada porque, segundo o tribunal, em acordo celebrado no curso da execução, a avó ofereceu R$ 15 mil para quitação total da dívida, mas nenhum pagamento foi feito. Outra oportunidade ainda foi dada para a mulher quitar um terço da obrigação e afastar o decreto de prisão, mas novamente não houve cumprimento.

Situação excepcional

Mantida a prisão, foi interposto recurso em habeas corpus no STJ. Além de apontar a indisponibilidade de seus bens, a avó alegou contar com idade avançada e possuir cardiopatia grave, de modo que a prisão, além de ser ofensiva à sua dignidade, representa grave risco à saúde.

De acordo com a ministra Nancy Andrighi, relatora, o STJ tem entendimento pacífico no sentido de que a prisão é cabível na hipótese de propositura de execução contra o alimentante, pela qual se pretende o recebimento, a título de pensão alimentícia, das três prestações anteriores ao ajuizamento da execução, mais as que vencerem no curso do processo.

No entanto, a relatora observou o caráter peculiar da situação pela idade e pelo quadro de saúde da devedora. “Segundo a jurisprudência do STJ, a prisão civil por dívida de alimentos pode ser convertida em prisão domiciliar em hipóteses excepcionalíssimas, sempre no intuito de prestigiar a dignidade da pessoa humana, para evitar que a sanção máxima cível se transforme em pena de caráter cruel ou desumano”, disse a relatora.

Ao verificar que a situação se enquadrava nas exceções admitidas, a relatora concedeu a ordem, para que a prisão civil da avó seja cumprida em regime domiciliar, segundo as condições a serem fixadas pelo juiz de primeiro grau.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo judicial.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Lançamento de nosso novo livro - TEORIA E PRÁTICA DO DIREITO DAS FAMÍLIAS

É com grande satisfação que anuncio o lançamento de nossa obra de autoria coletiva para o início de novembro, que escrevemos juntamente com os colegas e parceiros Adauto de Almeida Tomaszewski, Claudete Carvalho Canezin, Felipe Julião, Maicon Castilho, Mauro Henrique Ticianelli e Wesley Tomaszewski. Intitulada TEORIA E PRÁTICA DO DIREITO DAS FAMÍLIAS, será publicada pela Conceito Editorial, cuja capa segue abaixo.

Pretende-se com esta obra, assim como nosso jpa consagrado blog, contribuir para o entendimento do Direito das Famílias e ser um instrumento de apoio aos estudantes profissionais que militam nesta área jurídica. Portanto, em breve nas melhores livrarias do país e, se não conseguirem, entrem em contato comigo.

Abraço fraterno do prof. Celito De Bona.



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mais conselhos para escrever

10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante.
 
por Michel Laub

Trechos (editados) da crônica A um jovem, publicada em A bolsa e a vida (1962):

1. Não acredite em originalidade, é claro. Mas não vá acreditar tampouco na banalidade, que é a originalidade de todo mundo.

2. Não fique baboso se lhe disserem que seu novo livro é melhor que o anterior.... Quer dizer que o anterior não era bom. Mas se disserem que seu livro é pior que o anterior, pode ser que falem verdade.

3. Procure fazer com que seu talento não melindre o de seus companheiros. Todos têm direito à presunção de genialidade exclusiva.

4. Aplique-se a não sofrer com o êxito de seu companheiro, admitindo embora que ele sofra com o de você. Por egoísmo, poupe-se qualquer espécie de sofrimento.

5. Sua vaidade assume formas tão sutis que chega a confundir-se com modéstia. Faça um teste: proceda conscientemente como vaidoso, e verá como se sente à vontade.

6. Opinião duradoura é a que se mantém válida por três meses. Não exija maior coerência dos outros nem se sinta obrigado intelectualmente a tanto.

7. Procure não mentir, a não ser nos casos indicados pela polidez ou pela misericórdia. É arte que exige grande refinamento, e você será apanhado daqui a dez anos, se ficar famoso; se não ficar, não terá valido a pena.

8. Se sentir propensão para o gang literário, instale-se no seio de uma geração e ataque. Não há polícia para esse gênero de atividade. O castigo são os companheiros e depois o tédio.

9. Evite disputar prêmios literários. O pior que pode acontecer é você ganha-los, conferidos por juízes que o seu senso crítico jamais premiaria.

10. Leia muito e esqueça o mais que puder. Só escreva quando de todo não puder deixar de fazê-lo. E sempre se pode deixar.

Conselhos de Escritor

(publicado no Jornal Opção)

1 — Mintam sempre. (Juan Carlos Onetti)

2 — Elimine toda palavra supérflua. (Ernest Hemingway)

3 — Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada. (Gabriel García Márquez)

4 — Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação. (Friedrich Nietzsche)

5 — Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar. (Juan Carlos Onetti)

6 — Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa. (Ernest Hemingway)

7 — Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido. (Gabriel García Márquez)

8 — O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo. (Friedrich Nietzsche)

9 — Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético. (Juan Carlos Onetti)

10 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”. (Ernest Hemingway)

11 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo. (Gabriel García Márquez)

12 — A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos. (Friedrich Nietzsche)

13 — Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios. (Juan Carlos Onetti)

14 — O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade. (Gabriel García Márquez)

15 — O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa. (Friedrich Nietzsche)