segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dia de Tiradentes x Neymar Júnior

Hoje, 21 de abril, comemoramos o dia de Tiradentes, um dos heróis de nossa pátria. Mas o que ele fez? Além de ser um homem com ideias e ideais iluministas e humanistas, se emergiu contra a cobrança abusiva de impostos pela coroa portuguesa que eram, à época, 1/5 (um quinto) ou 20% (vinte por cento) de todo ouro minerado. Por inconfidente, foi processado, julgado e executado em praça pública, exemplarmente. É lógico que estas poucas palavras não retratam tudo o que foi Tiradentes, mas servem de introdução ao que queremos manifestar.
 
Hoje, temos uma carga tributária que beira os 40% e nada fazemos. É bem verdade que nosso estado intervencionista na economia possui uma atuação muito maior do que há duzentos anos. Mesmo assim, não nos preocupamos tanto com a gestão do que é arrecadado como deveríamos. Um exemplo são os observatórios sociais em alguns municípios, organizações civis compostas por voluntários. Os poucos existentes sofrem com a falta de voluntariado.
 
Mas o pior mesmo são nossos heróis e nossos ídolos de hoje (neste texto os coloco como sinônimos). Não citarei aqui a bobagem que Pedro Bial fiz ao chamar os participantes do programa Big Brother Brasil, um ode ao ócio como espetáculo. Citarei o atleta Neymar Júnior.
 
É um bom atleta, até mesmo acima da média dos jogadores da atualidade. Mas ídolo? Herói nacional? Ídolo que cai, cava falta, que fica feliz ao enganar o árbitro ao simular um pênalti? O que diferencia esta "malandragem" do futebol com o comportamento anti-ético, com o comportamento de má-fé?
 
Faz realmente parte de nossa cultura? Creio que sim. Assim como a corrupção, endêmica em nosso país, desde sua criação.
 
Devemos, urgentemente, rever nossos valores e nossos ídolos, se é que precisamos deles. Mas se mesmo assim precisarmos (talvez faça bem ter um exemplo a seguir!), precisamos eleger ídolos que possuam bom comportamento, virtuosismo em sua conduta. Precisamos de ídolos que façam jus a este título pela sua nobreza de caráter, eis que nutrem nobres pensamentos, nobres sentimentos e nobres comportamentos, que sejam o refúgio do exemplo a ser seguido e a quem peçamos conselhos morais em momentos de crise da esperança.
 
O que não precisamos é de ídolos que tenham pacto com a mediocridade, com o orgulho, com o egoísmo ou com a vaidade.
 
Que saibamos escolher melhor nossos ídolos, se precisarmos deles.
 
 
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