segunda-feira, 21 de abril de 2014

Era uma vez um povo ignorante

E era uma vez um povo tão ignorante, mas tão ignorante, que conhecia mais de futebol do que seus próprios direitos; conhecia mais de reality shows do que da necessidade de seu vizinho; se preocupava mais em criticar e reclamar do que agir e transformar sua sociedade; e pensava que só existia uma realidade, uma unidade de pensamento e não reconhecia múltiplos grupos sociais e ideologias que com ele interagiam e mereciam respeito.
 
Este povo, quando votava sem escolher criteriosamente seus representantes, sem analisar suas ideologias, seu passado, seu caráter e virtudes, mas apenas por conhece-los ou por se tratar de um "voto útil à sua cidade ou região", se revolta e fazia beicinho, esquecendo-se da lei universal de causa e efeito.
 
Este povo, que reclamava de corrupção, era corrupto em seus atos cotidianos.
 
Este povo, hipócrita, exigia de seus governantes, virtudes que não tinham e nem faziam questão de desenvolver, sequer os discutia.
 
Este povo, pobre povo, era de dar pena, de tão ignorante que era, pois ignorava quase tudo...
 
 
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