quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Streck, Sandel e Dworkin

Até parece que a coluna do prof. Lênio Luis Streck de hoje no Conjur foi uma indireta para mim. Não pelo fato de eu estar acima do peso, mas de certa forma criticando Michael Sandel e Ronald Dworkin. 

O primeiro será tema dos seminários da disciplina de Filosofia do Direito que lecionamos. O segundo, objeto do nosso projeto de pesquisa. Interessante a posição do professor, mas que não compartilhamos como um todo, embora a respeitemos. 

Mas antes de criticar ou refutar as ideias num primeiro plano, deve-se conhece-las. É isto o que o ambiente acadêmico cria: a tolerância de ideias. 

Em tempo, refutamos a crítica de Lênio com um elogio a Sandel: ele faz com que o leitor pense, reflita, e não impõe sua opinião como sendo uma verdade; permite que o leitor conheça uma teoria de justiça e a questione, utilizando exemplos didáticos e que podem ser assimilados universalmente, pois escreve para um público sem fronteiras. Já Lênio escreve para o público brasileiro. Quem está errado? Nenhum deles. Ambos possuem apenas percepções diferentes.

Continuo adorando ler Michal Sandel, Ronald Dworkin e Lenio Streck. A quem me filio? A nenhum e a todos, ao mesmo tempo, num eterno esforço de encontrar uma posição que alivie minhas angústias enquanto pensador do Direito e da Justiça.

Não deixe de ler a mencionada coluna, clicando aqui. Está sensacional.
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