domingo, 9 de agosto de 2015

Lua

Todos os humanos que passaram conscientes ou inconscientes por este planeta te viram, e por ti foram iluminados nas noites de alegria ou de agonia.
 
Os lobos uivam tentando te afugentar. Os homens dormem e não veem tua beleza. Mas continuas sempre ali, no céu. Zelas por nós?
 
Inalcançável, por sempre visível. Algumas vezes mais, outras menos. Algumas vezes alegre, iluminada, outras vezes escondida e fraca, se confundes com a personalidade humana, com seus altos e baixos.
 
Testemunha de tantos amores, serenatas, conspirações, traições e tocaias.
 
Sempre lá, no céu, mas seu poder nos alcança a milhares de quilômetros. Influencia as ondas do mar, as plantações, a vida... e despercebida por muitos.
 
Tenho que aprender contigo a não exigir nada dos humanos, pois esta é você, altiva.
 
Mesmo não sendo reconhecida, continuas a fazer o que tens de fazer, gravitando ao redor da terra, dando vida a ela sem receber nada em troca, por pura humildade.
 
Que mistérios ainda esconde? Que lições ainda tens por nos dar? Beleza sem fim. Obra e criatura magnânima do criador, arquiteto do universo.
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